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DOR DURANTE A RELAÇÃO

Dor durante a relação: como descobrir se o que você sente é grave?
Toda mulher já sentiu alguma vez na vida dor durante a relação sexual. Os motivos podem ser inúmeros, desde uma má lubrificação até problemas físicos ou psicológicos.
O importante em todo e qualquer caso é não “deixar para lá” e simplesmente continuar fazendo sexo sem procurar o motivo do seu desconforto. Afinal, sentir dor pode ser indício de algo que precisa de cuidados. Além disso, muitas vezes essa situação impede de a mulher sentir prazer e chegar ao orgasmo, diminuindo a qualidade de uma vida sexualmente plena e feliz.
Os ginecologistas convivem diariamente com diversas mulheres se queixando de dor durante a relação sexual. As reclamações vão desde fortes dores, que impedem a penetração, até leves incômodos, que fazem com que não se sinta prazer.
Dessa forma, o que era para ser um momento de felicidade, torna-se sempre um problema. Por incrível que pareça, muitas mulheres não buscam a origem dessa dor ou têm vergonha de falar sobre isso, colocando a “culpa” no formato de sua vagina ou achando que é algo passageiro, entre tantos outros motivos para não procurar ajuda. Vamos abordar:
– Quais são as causas da dor durante a relação sexual?
– O que fazer quando sentir dor durante o sexo?
– A ginástica íntima ajuda a minimizar o problema?
– Quais são as causas da dor durante a relação sexual?
Antes de mais nada, saiba que a dor durante a relação sexual é claramente um sinal de que algo não vai bem. Afinal, toda a musculatura da vagina é preparada para ter elasticidade, inclusive para a passagem de uma criança durante o parto. Portanto, não é normal sentir qualquer incômodo na hora do sexo, a não ser que algo vá errado ou você não esteja devidamente excitada e lubrificada. Aliás, a falta de excitação e lubrificação são algumas causas comuns de sentir dor ao fazer sexo.
O nome científico para esse problema é dispareunia. Diz respeito a qualquer dor que ocorra em relações sexuais, podendo acontecer durante a penetração e também antes ou depois. Mesmo que não seja frequente, esse tipo de dor é um alerta do corpo feminino e requer atenção. A mulher pode sentir dor na vagina, mas também na bexiga, área pélvica, uretra, ânus e toda essa região.
” O instituto ProSex, da USP, relatou que 21% das mulheres com vida sexual ativa costumam sentir dor durante a relação. E isso independe da posição na hora transa, do formato da vagina ou de se usar ou não preservativo. Falar sobre isso, portanto, é muito importante, pois muitas sofrem caladas, agravando muitas vezes um quadro que, se fosso avaliado por um médico, poderia ser resolvido facilmente.”
A mulher pode sentir um leve incômodo, ardência ou a dor propriamente dita. Muitas vezes, a dor na relação pode ser responsável pela anorgasmia, que é a dificuldade ou total ausência de orgasmos durante o ato sexual. Vamos conhecer um pouco mais as possíveis causas da dispareunia.
Falta de lubrificação
Esse é o motivo mais comum para a mulher sentir dor na hora do sexo, em especial durante a penetração. Isso porque, quando a vagina não está lubrificada, existe um atrito que pode até machucar as paredes vaginais.
Existem diversas questões que afetam a lubrificação feminina. Entre eles, estão aspectos físicos, como a menopausa, em que o organismo perde a umidade natural ou outras características também ligadas ao corpo em si, como ter tido um parto há pouco tempo, estar amamentando ou quando a mulher está usando remédios que influenciam as taxas hormonais. As mulheres que tomam pílula anticoncepcional também sofrem com as variações dos hormônios e com uma vagina menos molhada.
No mais, existem também os problemas emocionais e a falta de excitação. Tudo isso pode ser resolvido com terapia, uma boa conversa com o parceiro (quando há intimidade na relação para isso) e com ginástica íntima. Ao conhecer o próprio corpo, a mulher saberá exatamente o que a excita, além de poder usar os exercícios vaginais e os movimentos do pompoarismo para auxiliar na lubrificação.
Problemas relacionados a doenças ou outros fatores físicos
Mulheres que estejam sofrendo de quaisquer problemas de saúde, como infecções ou tratamentos de doenças crônicas, como terapias rádio e quimioterápicas, podem sentir dor durante a relação sexual. Nesses casos, deve-se sempre contar com o auxílio médico e, acima de tudo, com a compreensão e bom senso do parceiro.
Além disso, há afecções e problemas na flora vaginal, que deixam toda a área da genitália dolorida. Também aqui é preciso tomar muito cuidado, principalmente para não gerar qualquer tipo de complicação. Outras vezes, a região está lesionada, seja por estar em um período pós-parto, pós-operatório ou, ainda, tenha ocorrido algum acidente.
Outras doenças, como endometriose, mioma, cistite, infecção urinária e demais problemas dessa região do corpo, envolvendo vagina, útero, ânus e proximidades, também são causas possíveis para a dor durante a relação. Além disso, é possível haver uma relação alérgica, seja ao preservativo ou qualquer outro produto utilizado na hora do sexo. Em todo e qualquer caso, relate o problema ao seu médico e tenha hábitos ou pratique exercícios que possam fortalecer a musculatura do assoalho pélvico.
Poucas preliminares
O casal que não investir nas preliminares, na maioria das vezes, vai se deparar com a mulher sentido dor durante a relação. Isso acontece porque a penetração será incômoda, causando ardência ou até dores muito fortes.
Sempre vale a pena conversar com seu parceiro para falar o que estimula mais o seu prazer nas preliminares. Afinal, é importante ter uma relação sexual saudável, em que ambos se sintam à vontade e possam desfrutar de momentos plenos no sexo. A falta de estímulos, que ocasionam uma vagina seca, pode causar dor! E o seu companheiro deve saber disso e aprender a melhorar essa fase importante que é a excitação. Sem contar que isso pode ser um tempero a mais para o seu relacionamento.
Outra forma de aumentar a excitação sexual é ter conhecimento e controle do próprio corpo. Mulheres que praticam o pompoarismo certamente ganham em mais lubrificação e, consequentemente, em não sentir dor durante a relação quando o motivo é a falta de preliminares. Os movimentos vaginais podem adiantar bastante o tempo para que a mulher esteja prontinha para o sexo, principalmente quando for o caso de uma rapidinha ou qualquer outra situação desse tipo.
Mas ressaltamos uma coisa: é tudo de bom ganhar maior intimidade e envolvimento por meio das carícias das preliminares. Nunca abra mão disso e do seu prazer! E converse com seu parceiro para vocês dois alcançarem juntos essa conquista um do outro.
Questões emocionais
Também há o caso de mulheres que apresentam traumas emocionais ou, ainda, falta equilíbrio psicológico para ter uma relação sexual saudável. Isso ocorre tanto com aquelas que sofreram graves abusos como também com as que têm vergonha ou medo de conversar com seus parceiros e médicos.
Quando você simplesmente “deixa para lá” essa dor que aparece de vez em quando na hora do sexo ou, ainda, não fala para ninguém que toda penetração é dolorosa ou ardida, apenas está alimentando uma bola de neve! É essencial que você descubra o que está acontecendo, conheça o seu corpo e busque o seu bem-estar, que envolve muito mais do que satisfazer o seu parceiro.
De acordo com os especialistas, o vaginismo é um problema mais comum em mulheres jovens e naquelas que apresentam história de abuso ou traumas sexuais. Em algumas, o quadro chega a ser tão severo que impede inclusive a realização de exames ginecológicos. Para quem sofre desse distúrbio, o tratamento deve ser individualizado, dependendo das causas do problema. Por isso, a orientação geral é procurar primeiramente o ginecologista.
Vaginismo
O vaginismo é a contração involuntária dos músculos vaginais, a ponto de não deixar o pênis ou qualquer outra coisa ultrapassar o início do canal, como o espéculo para exames ginecológicos. Em geral, isso ocorre por motivos físicos ou emocionais, principalmente entre as mulheres que sofreram abusos.
Para tratar o problema do vaginismo, é preciso procurar auxílio médico. A ginástica íntima também auxilia bastante, pois existirá um maior controle de toda a musculatura do assoalho pélvico, aumentando a qualidade da saúde sexual feminina.
O membro do seu parceiro é muito grande para você
Aqui devemos ressaltar que o tamanho do pênis pode influenciar, sim, a ocorrência de dor. No caso, o que pode existir é de ele ser grande demais para o seu comprimento. Quanto à largura, se a mulher estiver devidamente excitada e lubrificada, a vagina é preparada para ter elasticidade. Mas, quando o sexo é mais selvagem e o membro muito comprido, pode sim bater no colo do útero, causando uma leve cólica após a relação ou até mesmo lesionando.
Se isso ocorrer com frequência, busque conversar com seu parceiro para ele “pegar um pouco mais leve”. Se na hora do tesão isso não for possível, experimente colocar a mão na pelve do seu companheiro. Será um momento de acariciar, mas também de dar um pouco de limite à profundidade da penetração.
– O que fazer quando sentir dor durante o sexo?
Quando você estiver muito inchada também, com a bexiga cheia ou próxima do período da menstruação, o sexo também pode ser bem desconfortável. Então, aqui vale aquela ótima conversa com o parceiro e, quem sabe, fazer uma brincadeira mais leve, sem penetração, ou ter momentos de diversão juntos, que já podem fazer parte das preliminares, deixando seu corpo mais relaxado para não sentir dor no sexo.
O sexo na gravidez pode deixar algumas mulheres muito à vontade, mas a maioria tem uma relação sexual incômoda nesse período. Para se relacionar com seu parceiro, principalmente mais próximo à hora de ter o bebê, prefira posições mais confortáveis por conta do peso da barriga, como de lado.
Para baixa lubrificação ou qualquer problema relacionado à excitação, você pode fazer movimentos do pompoarismo, mesmo bem antes do ato sexual em si, já na hora do jantar, por exemplo. Também vale utilizar um lubrificante.
A ginástica íntima ajuda a minimizar o problema?
Com certeza, a ginástica íntima e os movimentos do pompoarismo auxiliam em diversos aspectos para minimizar problemas ligados à dor durante a relação sexual. Em primeiro lugar, a mulher conhece melhor seu corpo e seu prazer, potencializando as preliminares. Em segundo, com controle dos músculos vaginais, pode alargar o canal durante a penetração ou apertá-lo, aumentando a lubrificação.
Além disso, o autoconhecimento, a elevação da autoestima e todos as características psicológicas e emocionais são ganhos da prática do pompoarismo. Com isso, a mulher se sente mais segura de si, e eu mesma já vimos diversos casos de quem iniciou os exercícios e parou de sentir dores durante a relação.

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